Fraude #9: Duda Rangel I

Nossa querida Macaquicha – que agora está tomando seus bons drinks na Espanha – fez uma entrevista com seu amigo jornalista Duda Rangel, do blog Desilusões Perdidas, para a Revista Fraude #9. O clima descontraído aliado à cara de pau da nossa entrevistadora permitiu que Duda aceitasse um desafio: escrever um texto exclusivo sobre jornalismo cultural!

Duda Rangel trabalhando

Ficou curioso? Está com medo de se identificar com algum dos perfis traçados por Duda? Não tema: o material multimídia a seguir é rápido, não tão indolor e garante boas risadas.

Divirta-se.

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Jornalista cultural

Por Duda Rangel*

A fauna de jornalistas culturais é rica em espécies exóticas, dignas de um Globo Repórter.

Tem jornalista cultural que acha que entende de Cinema. Acha que entende de Teatro. Acha que entende de Danças. Acha que entende de Artes Plásticas. Enfim, que se acha.

Tem jornalista cultural que vive um tipo de dependência de palavras como idiossincrasia, emblemático, visceral.

Tem jornalista cultural que sonha cobrir o Festival de Cinema de Cannes, só que o máximo que conseguiu até hoje foi acompanhar o Festival de Curtas Comunitários de Belfort Roxo.

Tem jornalista cultural que diz ser contra todos os modismos, mas não abre mão do All Star vermelho, do cachecol de lã e dos óculos com aros gigantes. Só porque estão na moda.

Tem jornalista cultural que suporta blablablá de artista plástico pseudovanguardista apenas para filar um canapé de carpaccio em seu vernissage.

Tem jornalista cultural que cruza as pernas como o Caetano Veloso, que a-do-ra ciclo de cinema romeno gay, mas vira macho se algum engraçadinho insinua que na sua editoria só tem viado.

Tem jornalista cultural que sonhava ter uma banda de rock e acabou escrevendo sobre música, que não conseguiu publicar seu romance e acabou escrevendo sobre literatura. É o tipo que vira crítico de Arte. Daqueles bem chatos.

*Duda Rangel, jornalista, é autor do blog Desilusões Perdidas.

@duda_rangel

Por Amana Dultra e Marília Moreira.

Fraude #9: Quadrinhos Rasos

Gostou da matéria sobre os meninos Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho, do Quadrinhos Rasos? Pois então se deleite com a entrevista na íntegra dos dois quadrinistas!

As mentes responsáveis pelo Quadrinhos Rasos

Sobre Eduardo Damasceno

1)      Por que decidiu fazer Artes Plásticas?

Eduardo: A verdade é que eu achava que queria ter feito artes plásticas quando entrei pra faculdade; ao invés de Produção Editorial. E costumava ter uma idéia babaca de que meu trabalho não era bom o bastante porque eu nunca tinha passado pela academia especificamente pra isso. Mas eu gosto de entretenimento, gosto muito. E não achei nada disso na faculdade de artes plásticas. Conheci ótimas pessoas e tive bons professores. Mas já saí, durou só um ano. A arte contemporânea não tem absolutamente nenhuma relação com o que eu quero fazer. O objetivo parece ser criar um pedestal pro artista, torná-lo inalcançável e admirável. Não é pra mim. Deve ser solitário lá no alto, e eu não sou bom o bastante sozinho. Mas ter tentado me fez entender muita coisa e me fez rever meu primeiro curso. Atualmente estou muito feliz por ter me formado em Produção Editorial, graças a isso posso ter alguma noção do que fazer com as coisas que produzo.

Luis Felipe: O Damasceno decidiu fazer Artes Plásticas porque enchi o saco dele. Ele pode falar o que quiser, mas essa é a verdade. Eu queria fazer esse curso, mas não queria fazer sozinho. Eu não gosto de fazer as coisas sozinho. Daí eu convenci ele e um terceiro amigo nosso a fazer o vestibular. Os três fizeram e passaram. Logo após eu passar, foi lançada a lei que proibia a matrícula em duas Instituições Públicas de Ensino Superior. E eu ainda fazia História na época. Sendo assim, de nós dois, acabou que só ele entrou.

2)        A experiência com publicidade influencia de que forma no seu trabalho no blog?

Eduardo: Ela me faz querer voltar cada vez mais rápido para os quadrinhos. Eu odeio o trabalho com publicidade, mesmo. Em alguns momentos acho que não vou conseguir mais. Mas aí chegam as contas e eu lembro que não tenho esse privilégio todo. Tenho que agradecer por poder desenhar pra ganhar a vida. Mas não é como se não houvesse nada de bom nisso. Pelo contrário, para desenhistas, é excelente. O trabalho em publicidade e ilustração didática nos obriga a desenhar coisas que não desenharíamos por opção, aumenta muito o acervo imagético e isso é bom demais. Tento encarar como pesquisa para futuros quadrinhos.

Luis Felipe: O Damasceno é o institucional da dupla. Ele já é ilustrador profissional há uns 10 anos? Algo assim. Então ele sabe lidar com clientes, com orçamentos, com burocracias e tudo mais. Se nós vamos conseguir chegar a algum lugar com quadrinhos, vai ser por causa dessa experiência dele. Não só. 10 anos de ilustração tendem a amadurecer um bocado o desenho de uma pessoa.

3)        Você falou de narrativa. A música tem narrativa, mas numa perspectiva diferente do que se espera dos quadrinhos, por exemplo. Como você explora e como enxerga isso dentro da experiência criativa?

Eduardo: Acredito que no final das contas a narrativa é o que mais me fascina nisso tudo. O fato de poder contar uma coisa para as pessoas, como se pegasse elas pela mão e as levasse do início ao fim da página, mas sem controle sobre o que acharão do passeio. A narrativa continua na cabeça delas. No final das contas é um grande diálogo sempre em construção, e puxa, isso é muito legal! É como quando você conhece alguém que nunca viu e conversa como se não fosse esse o caso. Criar narrativas é algo como o exercício de se apaixonar.

Luis Felipe: É difícil falar isso nas palavras dele, então eu irei falar nas minhas. Quadrinhos, por natureza, são uma questão de perspectiva. Cada quadro só terá aquilo que eu – o criador – desejo que tenha. Você só verá o que for para ver, e o resto é sua imaginação. No caso, a música trás uma constante dupla interpretação. Você em um primeiro momento reconhece a página, a história apresentada a sua frente. Em seguida, reconhece a música, e a carga simbólica que ela trás consigo. Em um terceiro momento, é o choque: a percepção de como os dois sentidos são distantes; e como, mesmo assim, ambos fazem sentido. Nesse caso, a experiência narrativa não é só na escolha dos quadros, mas, principalmente, na escolha do momento em que será apresentada a música. A narrativa da música vira mais um equipamento a sua disposição para tentar criar a página.

4)        É verdade essa história de desenhista em festa de madame?

Eduardo: É verdade sim… Eu tinha um estúdio com alguns amigos e a gente fazia o que aparecia. Durante alguns anos pegamos vários serviços de fazer caricaturas em festas, nunca foi agradável. Mas é o mesmo caso dos desenhos publicitários: eu estava recebendo pra fazer “pesquisa de fisionomia”. O problema das festas de madame é que as moças pareciam fazer de tudo pra ficarem iguais umas às outras. Os cabelos todos iguais, a maquiagem igual… Aí a pesquisa era pobre. E algumas eram muito sensíveis, dizem caricatura, mas querem mesmo é um retrato hiper-realista ou que troquem a cara delas pela da Angelina Jolie ou algo do tipo. Qualquer ambiente onde falta senso de humor ou no qual as pessoas se levam muito a sério me deixa desconfortável.

Luis Felipe: Eu realmente não sei falar sobre isso. Eu… Eu nem sei o que é isso.

5)        O que você gosta na música sertaneja? E além dela, quais são as suas referências quando se trata de música mineira, nacional e internacional?

Eduardo: Escrevi sobre isso no Hidroginasta que é um blog que uso pra postar textos quando dá na telha de escrever. Mas pra resumir, posso dizer que gosto porque representa muito do que acredito, é um jeito honesto de falar da vida. Ainda que seja em alguns casos só reclamação de corno, são reclamações honestas. Quando falo que gosto de sertanejo as pessoas dão risada, algumas não acreditam e ainda tem os que dizem “Ah! Mas sertanejo de raiz é bom mesmo”. Não, isso é muito pedante. Eu gosto das modas de viola, mas gosto do sertanejo romântico também. Não de tudo, claro, mas de muita coisa. E eu acho que nunca ter se identificado com uma música sertaneja é como não ter barriga, falta história pra contar. Mas gosto de muita coisa em música, muita coisa mesmo. Dos sertanejos, é de Tião Carreiro e Pardinho até Victor e Leo. Gosto muito também de Fagner, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa. Dos internacionais, eu me divirto com Charles Aznavour, sempre escutei Beatles, ando redescobrindo os Rolling Stones esses dias. Gosto muito de Flogging Molly e toda onda punk-folk e folk em geral. Bob Dylan, Hootie and The Blowfish. Gosto de Weezer, também ando escutando The Weepies, The Tallest Man on Earth e todo dia descubro alguma banda nova ou velha que acho legal. Tem o Jorge Drexler que gosto bastante, mas tá faltando muita coisa aí. Eu realmente não acho que tenha música ruim, mas talvez não seja a hora ou o lugar pra escutar aquilo.

Luis Felipe: O Duda é do interior de Minas. O coração dele é naturalmente sertanejo. As músicas simplesmente fazer sentido para ele. Quanto às músicas que ele gosta, pelo que eu sei, são: Fagner, Cesar Menotti & Fabiano, Engenheiros do Havaí, Chumbawamba, Floggin Molly, On The Rocks, Panic! At The Disco… O garoto é bem variado. Se ele gosta, ele gosta, e é isso.

6)        Quais são os autores – entre roteiristas e ilustradores – que são referências para você nos quadrinhos, tanto técnica quanto subjetivamente? E fora da nona arte e da música, onde estão as maiores referências e influências?

Eduardo: Essa é difícil. Diretamente fui muito influenciado pelo Daniel Lima, tanto tecnicamente quanto no quesito consistência de produção. O Lucas Libânio, outro quadrinista aqui de BH também me influenciou muito. Dividi apartamento com ele durante alguns anos e aprendi muito nesse tempo, ele vem de uma escola clássica de quadrinistas e tem um jeito peculiar de trabalhar com o humor. O próprio Felipe me influencia diariamente, o jeito de ver as coisas, de contar as histórias. E meu irmão sem dúvida, que é o verdadeiro apaixonado por quadrinhos da família. Essas são algumas das influências reais, do dia a dia, de gente que eu vi fazendo e aprendi. Agora de autores que não tive o prazer de conhecer pessoalmente, as influências dos quadrinhos e da animação se misturam um pouco. Winsor Mccay: até hoje descubro coisas dele e fico de queixo caído. Hugo Pratt está definitivamente entre os mais influentes; a mistura de ficção e realidade, a verossimilhança despretensiosa eu acho fantástica. Charles Shultz, Bill Waterson e Quino têm um espaço reservado no meu coração. Isso sem falar nos japoneses, Osamu Tezuka, Akira Toriyama, Kishimoto Masashi, Jiro Tanaguchi, Naoki Urasawa e mais um tanto. O fato de ser tão difícil responder isso é que não gosto da idéia de ter um tipo só de desenho e sou apaixonado por descobrir o visual para cada história e por isso gente como Mary Blair, Hans Bacher, Lou Romano e Nicolas Marlet também são influências importantes em design de produção. Mas bem, ainda falta muita coisa aí. Gosto de romances noir, adoro faroeste, principalmente os do Leone. E gosto de piratas.

Luis Felipe: Essa é difícil. O Duda tem diversas influências. Inclusive, quando ele responder essa questão, prepare-se para um texto enorme. As que eu percebo que mais marcaram o desenho dele são o Darwyn Cook e o Bryan O’Malley. Figuras clássicas como Schultz, Waterson, McCay, Eisner, Pratt, Tezuka, sempre serão influentes. Alguns outros como, Eichiro Oda, Matsumoto Taiyô, Jiro Taniguchi e Masayuki Kusumi, Christophe Blain, Akira Toryama entre diversos outros, produziram obras que são definitivamente importantes para o repertório pessoal do Damasceno. Fora dos quadrinhos e músicas a lista só estica. Pixar, Disney, Spielberg, filmes de monstros e de heróis dos anos 40, 50 e 60, filmes antigos – e recentes, até – de artes marciais. Júlio Verne, Tesla, Street Fighter, Myazaki, Cressida Cowell, seriados, diversos pintores… A lista é grande demais para apresentar aqui… Ele deve falar tudo.

7)        Quem é Luís Felipe Garrocho para você?

Eduardo: Nas tiras do Felipe, Bufas Danadas, tinha um sujeito que era o Melhor Homem. Ele sempre tem uma tira de bacon pra salvar o dia. Esse é o Felipe pra mim, meu melhor homem.

Sobre Luís Felipe Garrocho

1)        Por que nunca decidiu fazer Artes Plásticas, mesmo passando duas vezes?

Luis Felipe: Da primeira vez, porque eu já havia me matriculado em História, na UFMG, e as duas eram no mesmo horário (eu não achei que ia passar nas duas). Na segunda vez, porque uma lei proíbe a matrícula em duas faculdades públicas, então, como eu ainda fazia História na época, não pude entrar. Atualmente, eu basicamente não tenho tempo.

Eduardo: Da primeira vez eu não sei, mas na segunda ele estava empolgado, mas não podia fazer duas faculdades públicas ao mesmo tempo. Ia ser legal porque a gente ia ser colega. Talvez eu tivesse durado mais tempo lá se alguém desse risada das mesmas coisas que eu.

2)        Quais as influências de atividades como “editor, pesquisador, professor, secretário, arte-educador” e aficionado por jogos eletrônicos trazem para o seu trabalho no blog?

Luis Felipe: Eu sempre aceitei empregos respondendo à pergunta “Você sabe fazer isso?” com a resposta “É claro!”. Mesmo não sabendo. O negócio é aprender a fazer. Isso definitivamente é o caso com o Quadrinhos Rasos. Antes dele eu estava desenhando digitalmente há, no máximo, um ano. E antes disso, eu estava basicamente sem desenhar. O Rasos me fez voltar, e não só, tentar desenhar bem. Porque no final das contas, eu estou desenhando junto com o Damasceno. E ele é um gênio. Eu não posso virar e falar “Ah, eu desenho mal, vou parar”. O negócio é aceitar o desafio e tentar melhorar. Quanto aos jogos, bem. Eu gosto de jogos. Eles me deixam feliz. Eu espero que o que eu faça consiga deixar os outros entretidos e felizes com os meus quadrinhos, da mesma maneira que eu fico quando eu jogo.

Eduardo: Ele tem uma memória prodigiosa e guarda os fatos de tudo que ele fez. É bizarro.

3)        Em algum momento da sua trajetória em História, os quadrinhos estiveram vinculados?

Luis Felipe: Durante todo o curso de História eu procurei estudar a história dos quadrinhos. Mais especificamente, a produção de quadrinhos associada a diferentes períodos. Mais para o final do curso, eu me distanciei da História e passei a me interessar mais por educação. Atualmente eu pesquiso a afinidade entre quadrinhos e auto-aprendizagem. Definitivamente, não só a História como conteúdo, mas a veia acadêmica em si foi de grande influência para uma relação mais crítica com as histórias em quadrinhos. Porém, no final das contas, ainda é mais interessante fazer quadrinhos do que falar deles. Apesar de ainda ter muito que quero falar.

Eduardo: Sim, eu lembro dele conversando disso comigo, tem umas histórias boas.

4)        O fato de gostar de tudo com relação a música, facilita na hora de criar?

Luis Felipe: Demais! Um, que eu sempre sei qual música escolher para o Damasceno, logo de cabeça. Ele normalmente lembra uma só, ou faz uma busca sobre as músicas existentes. Outro que, normalmente, eu já sei de cor grande parte da letra da música escolhida. O que definitivamente facilita na hora de imaginar as páginas quando, por exemplo, eu estou fazendo algo na rua, ou almoçando, e não tenho acesso direto à letra da música.

Eduardo: Gosta e lembra. E a família dele é de atores e dançarinos. Ele dança também. Caso ele não tenha dito na entrevista dele, estou dizendo aqui.

5)        Analisando as postagens, é perceptível uma forte presença do P&B nos seus quadrinhos. Você poderia falar um pouco dessa preferência estética?

Luis Felipe: Sempre que eu estou colorindo eu acho que ficou ruim. No papel, durante toda a vida, eu raramente pintei, ou colori algo. Comecei a pintar digitalmente, e treinei um pouco, mas ainda assim, minha experiência é bem maior com a linha pura, o grafite e a caneta. Então eu me sinto mais a vontade com o P&B. Algumas outras coisas também influenciam, é claro. Eu sou um ávido leitor de mangás. Acho algumas soluções gráficas que eles utilizam para o preto e branco, geniais. E muitas vezes, depois de ler, eu sinto a vontade de repetir aquilo que eu li.

Eduardo: O Lipão gosta muito de Will Eisner acho que essa influência é bem forte na hora de fazer os quadrinhos. Principalmente na organização da página, mas na hora de pensar em P&B também.

6)        Quais são os autores – entre roteiristas e ilustradores – que são referências para você nos quadrinhos, tanto técnica quanto subjetivamente? E fora da nona arte e da música, onde estão as maiores referências e influências?

Luis Felipe: Definitivamente, minha maior referência e influência é o Bill Waterson. Calvin e Haroldo é a melhor coisa que eu já li em quadrinhos. Assim como todo seu processo de produção, o próprio Waterson e suas escolhas; são todas de tirar o chapéu. Claro, todos os tradicionais também são fortes influências: McCay, Kirby, Lee, Spielgman, McLoud. Porém, existem cinco autores que eu tenho como fortes referências diretas (além do Waterson): Will Eisner, Eichiro Oda, Matusmoto Taiyô, Shintaro Kago e Kiyohiko Azuma. Essas são figuras que, mais do que influências de desenho, são influências de narrativa. São exemplos que eu sigo sobre como se deve contar uma história visualmente. Fora dos quadrinhos e da música. Aí a coisa fica gigante. Jogos de adventure da Lucas Arts, GURPS, Satoshi Kon, seriados de TV, Pierre Lévy, Chartier, Mark Twain, Hakim Bey, a Internet, História em geral. Entre outros… Eu realmente prefiro não falar demais aqui. Porque no final, as grandes influências são, principalmente, pessoas. Pessoas normais, conhecidas ou não. Elas sempre são as referências mais interessantes.

Eduardo: Tem o Eisner que eu sei que ele gosta. Ele leu muito quadrinho de super-herói e lê uma quantidade doentia de mangás também. No desenho, vejo que o Eisner e o Kishimoto Masashi têm muita influência.  Mas no jeito de contar as histórias é uma mistura de muita coisa.

7) Quem é Eduardo Damasceno para você?

Luis Felipe: O Duda é o Haroldo.

Por Tais Bichara.

Fraude #9: Body Modification

É verdade que o universo da prática de Body Modification é marcado por diversos olhares – alguns de admiração, outros de estranhamento ou terceiros até mesmo de curiosidade. Essa postagem da Revista Fraude #9 vem justamente para ajudar a visualizar o que alguns não entenderam ao longo da matéria.

Aprofundando-se em um pequeno catálogo de tatuagens feitas por Elvira Bono e nas etapas de prática da Body Modification de Pirão – ambos entrevistados –, a Revista Fraude #9 traz formato de slideshow algumas imagens de arquivo pessoal.

Portanto, a Revista Fraude #9 alerta: se você é cardíaco, não está preparado psicologicamente ou simplesmente não deseja ver as imagens fortes a seguir, por favor, pule para outro material multimídia.

Por Paula Morais e Wesley Miranda.

Fraude #9: Zéu Britto

Zéu Britto, o artista multifacetado, também tem direito a ser… multimídia! Nessa postagem, a Revista Fraude #9 disponibiliza fotos de arquivo do ator-cantor-compositor-apresentador que no palco, como o próprio define, só dilata ou diminui.

Por Eduardo Coutinho e Flávia Santana.

Macaquicha News

A Macaquicha, mascote da Revista Fraude, desaparecida desde o início do mês de novembro e excessivamente procurada, deu sinal de vida e enviou um vídeo para justificar seu desaparecimento.

Antes do Lançamento da Revista Fraude #9, que acontecerá no dia 26 de Novembro, no Largo Pedro Archanjo, Pelourinho, às 19 horas, ela explica seu sumiço e deixa um recado para quem for participar do evento.

O lançamento da Revista Fraude #9 terá a participação das bandas The Honkers, Expresso Libre, Vandex e a discotecagem da DJ Lola Bê. Contará também com um estande do Bazar Vaca Caliente.

A Macaquicha nos revelou a surpresa, depois de lágrimas e uma longa conversa. Ela deixou algumas lembranças para os que forem no Largo Pedro Archanjo. Quem encontrar a Macaquicha premiada terá direito ao kit surpresa!

Enquanto isso, a Revista Fraude vai sortear uma camisa para quem retuitar a seguinte frase: “Vou ao lançamento e quero ganhar a camisa da #Fraude9, dia 26/11, às 19h, no largo Pedro Archanjo – http://pic.twitter.com/x7mOoGbi

Participe e até lá!